quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Seria o fim do Google?



Estava vendo ainda agora na Info - Blog do Juliano Barreto - uma reportagem sobre Robert Scoble, um analista que mantém o site ScobleShow.com, e segundo ele, sua única certeza na vida é que em até quatro anos as redes sociais serão buscadores mais eficientes que o Google.
Como prova de sua tese (veja aqui os vídeos explicativos), ele afirma que quase todo mundo já descobriu como "enganar" os algoritmos do Google, e dessa forma os resultados das pesquisas deixaram de ter a credibilidade desejada.
Um dos causadores dessa deterioração nos resultados das buscas é a inaptidão do Page Rank (que organiza os sites mostrados pelo Google) em conseguir diferenciar links pagos ou maliciosos de links originais, dessa forma todos os resultados das pesquisas acabam comprometidos por serem irrelevantes e levarem o usuário a encontrar sites que na maioria das vezes não tem nenhuma relação com o que buscavam.
Ainda segundo Scoble, mais e mais pessoas começarão a utilizar as redes sociais, que passariam a contar com a contribuição de seus usuários para exibir apenas resultados relevantes aos assuntos pesquisados, pois esses resultados já teriam sido previamente utilizados por outras pessoas que buscavam temas semelhantes.
Foi citado como exemplo o site Mahalo.com, que logo na pagina inicial já apresenta vários links para assuntos que foram "noticia" naquele dia (para se ter uma idéia, os comentários sobre a tentativa de suicídio do ator Owen Wilson já estavam lá quando visitei), ao se digitar algum termo para busca, uma lista com resultados semelhantes logo aparece, facilitando sua pesquisa. Na página de resultados propriamente dita, a quantidade de informações disponibilizadas é inacreditável, e tudo de forma simples e clara, inclusive contando ainda com atalhos para compartilhar a sua pesquisa em outras redes (como o Digg, Facebook ou Del.icio.us).
Na minha opinião, não acredito que o Google irá perder a hegemonia que possui hoje, e, com alguns ajustes nos códigos do algoritmo e melhorias na organização do Page Rank, essas deficiências apontadas pelo Robert Scoble não mais existirão. Pode ser também que seja uma solução a classificação pelos usuários dos resultados obtidos nas pesquisas, que qualificariam num rank a relevância dos assuntos apresentados como resultado, e apenas os com melhor aprovação teriam uma indexação em posição de destaque na página de resultados.
Com certeza o Google ainda terá muitos anos de bons serviços a nos oferecer.

Nenhum comentário: